sexta-feira, abril 27, 2007

ARCTIC MONKEYS (2007)



















Em escuta tem estado o novo álbum dos Arctic Monkeys, "Favourite Worst Nightmare", o sucessor de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not". A estreia tinha sido bombástica, as canções de vício puro e de refrão orelhudo estavam presentes na maioria dos temas do disco. Muitos não arriscaram afirmar o talento destes jovens ingleses, outros nem se quer lhe prestaram atenção. Ninguém é obrigado a gostar dos mesmos sons. Mas, também, nos dias que correm, ainda não consegui perceber a razão para não gostar dos A.M. Acho que nunca foi bem justificada. Eu sei que este tema dá pano para mangas e não interessa muito estar agora abordar este assunto. O que realmente interessa, é que estes jovens rapazes, sem ninguém dar por nada, já têm o seu novo álbum editado e é sobre ele que interessa falar. Estava com expectativas altas para este novo trabalho. O single de apresentação, "Brianstorm", demonstrava uma veia diferente no som da banda. Menos "Brit" e mais Franz Ferdinand. O resultado continuava eficaz. Foi então que na 2feira(dia do lançamento) adquiri o álbum e desde aí que não se tem ouvido outra coisa. O mundo dos Arctic Monkeys mudou. Isso é certo. Embora o som tenha bastante traços do anterior, este novo registo traça uma maior densidade emocional. É aí que está a diferença. Vejamos a capa do disco..feita de escuridão, suspense, lê-se as palavras murder e dead algures no "livrinho" do disco recheado de figuras estranhas. Tudo isto é o mundo novo dos Arctic Monkeys, a emoção à flor da pele, quase como de um filme se tratasse. Com esta componente visual misteriosa, a música é brilhante e é ela que desnha tudo este mundo. Um som carregado de guitarras, refrões e uma guitarra baixo mais presente com batida forte de uma bateria mais virada para o corpo. Os exemplos das excelente canções vão para, "Teddy Picker " perfeita no ritmo de dança, "Balaclava" um dos momentos alto do disco..maravilhosa conjugação rápida de guitarras e moldia dançante, "Only Ones Who Know " momento assombroso, "Do Me a Favour " surpreendente no caminho que toma..um final estupendo, "The Bad Thing " tem refrão poderoso, "Old Yellow Bricks " a grande canção..viciante e coloca o mundo dos fantasmas a dançar, "505 " é o final do disco..começa lenta, misteriosa, para mais tarde se transformar em revolta, as guitarras gritam..e o mundo ouve.
Tudo isto soa verdadeiro, rápido e eficaz. Não deixa de ser um som que consquista à medida que o ouvimos. Perante isto, não restam dúvidas, os Arctic Monkeys vieram para ficar..este novo trabalho comprova-o.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

3 comentários:

Kraak/Peixinho disse...

Muito bom este álbum. Gosto bastante. Melhor trabalhado e menos declamado. Bem interessante. A minha favorita é "Fluorescent Adolescent" :)

playlist disse...

Tb concordo contigo Krrak. Bem trabalhado e abre portas para continuação do sucesso.

Mario disse...

Já disseste praticamente tudo relativamente ao album, resta-me realçar que é mesmo bom! e não custa repetir! Pois estes rapazes caminham a passos largos para ficarem na história da música, (seja ela qual for!).

Por outro lado fiquei curioso e achei engraçado o facto de teres feito pequenas desrições de várias músicas mas não da magnífica "Fluorescent Adolescent" !? :)

grande abraço