terça-feira, outubro 23, 2007

SHE WANTS REVENGE.





















É um dos discos que mais tenho ouvido nesta última semana. Era um dos álbuns que mais aguardava ouvir. Depois de um hómonimo que me agradou, os She Wants Revenge lançam-se ao seu segundo trahalho de originais com este "This is forever". "Written in blood" foi a primeira amostra para a apresentação do novo trabalho, e rapidamente se percebe que a banda pouco iria mecher na sonoridade desenhada no trabalaho anterior. E confirama-se! Depois de escutado o disco, é claro como a àgua que os She Wants Revenge se limitaram, apenas, a fazer canções mundando os acordes e a tralhar de uma forma mais requintada a produção. E agora é que vem à baila a descussão. Para muitos, isto faz uma tremenda confusão, uma banda continuar a fazer "igual" ao que fez no disco anterior. Há quem defenda que as bandas devem subir sempre um "degrauzinho". Eu respeito essa opinião, embora esteja em desacordo, uma vez que não vejo mal nenhum em uma banda (consolidar(palavra-chave)) uma sonoridade( não deixam de subir um "degrauzinho"). Aconteceu com os Franz Ferdinand, com os The Strokes, Arctic Monkeys e deveria ter acontecido com os Bloc Party.
Sempre defendi uma evolução gradual e nunca uma trapalhada. Uma evolução gradual, na minha opinião, não se trata de traçar novos caminhos a cada novo disco. Gosto quando as bandas mostram que estam cá para ficar e que gostam de ter o seu público. Se assim o fizerem estou certo que voltarão a nascer as bandas de culto. Quero com isto dizer que é importante para uma banda ter o seu som, ouvirmos na rádio e dizermos " isto é...Arcade Fire". Mas aqui também entra um outro factor muito importante que são as editoras. Além de apostarem pouco, não facilitam se uma banda não vender. Outro factor que é importante analisar será o facto de estarmos em pleno séculoXXI, de vivermos num mundo consumista até à exaustão de querermos tudo de borla (filmes, musica, internet). O consumo acaba por ser tanto que nem temos a noção do que é bom e do que é mau. Muito menos de acompanhar uma carreira de uma banda. O "imediato" é outra palavra-chave que serve para ilustrar o tratamento que damos à música. As bandas têm que se tornar grandes no momento em que lançam o seu primeiro ou segundo disco. Defendo que devemos deixar fluir o caminho que as bandas devem tomar. Paciência, também é outra palavra-chave( eu dou o exemplo dos Bloc Party, que, embora não me tenha agradado o segundo álbum, ainda espero por melhores dias).

Com os She Wants Revenge, acontece que editaram um disco que serve de seguimento ao trabalho anterior e que à medida que o ouvimos, descobrimos e passamos a gostar mais das canções. Eu gosto do álbum, e não foi preciso recorrer à segunda audição para perceber que se trata de mais um bom disco para 2007. Com mais audições, penso que se fica ainda mais viciado. São muitas as boas canções incluídas neste "This is forever". A começar pelos temas já conhecidos como "Written in Blood", "True romance", juntam-se as fantásticas e bem trabalhadas, "Walking Away", "What I want", "This is the end", "Rachael", e a grande e a apaixonante "Replacement".
Conclusão : Não se mantém tudo na mesma, há uma bateria que parece querer estar mais presente, guitarras mais sujas e um ambiente mais cinzento.
Álbum aprovado, esperemos por novos capítulos..

13 comentários:

Strumer disse...

Confesso que ainda não ouvi,mas a curiosidade aumentou depois do post. Apesar da opinões geralmente pouca abonatórias em relação a este novo album..o melhor mesmo é tentar. os singles, tal como escreveste, não sao especialmente inovadores...

abraço

playlist disse...

Strumer, se gostaste do primeiro álbum, penso, que também vais gostar deste. Não é um disco inovador, como tb não era o anterior.

Um abraço.

O Astronauta disse...

Ora aí está! Não podia estar mais de acordo contigo, caro playlist! Sempre defendi a ideia/tese de que é preciso deixar as bandas crescer, aprender com os erros, trilhar o seu próprio caminho! Alguma vez os meus queridos Depeche Mode revelariam o esplendor de um "Violator" caso tivessem sido despedidos pela Mute quando editaram o "A Brojken Frame"? Lógico que não. Exemplos como este há aos magotes...
Cheers!

BV disse...

Com os Bloc Party aconteceu, o pessoal em Portugal é que não percebeu e implicou com o álbum. Eu mantenho a minha mas respeito quem pensa diferente...

playlist disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
playlist disse...

Exacto Astronauta, como os Depeche Mode há muitas outras bandas que só se afirmaram com a edição de alguns álbuns. Como foi o caso dos U2, embora goste muito dos primeiros álbuns, ninguém nega que foi com Actung Baby que cheram ao topo da pirâmide.

Bv, respeito a tua opinião, mas eu continuo a dizer que os BP não foram felizes no seu segundo disco, o que não invalida de eu estar muito atento ao que possam fazer. Continuo a gostar deles. E não acho o awitc um mua disco, como já o tinha dito, é álbum com nota positiva mas está longe de atingir o brilhantismo de silent alarm.

ABRAÇOS.

BV disse...

Eu também respeito opiniões diferentes da minha, como se costuma dizer se todos gostássemos do amarelo... Gostos e opiniões têm a ver com a sensibilidade de cada um, o que não é mau porque dá sempre para animar um pouco a discussão, o que tem sempre a sua piada. Se todos pensássemos igual seria tudo muito mais monótono. Tenho a perfeita consciência de que AWITC não foi acolhido da mesma forma em Portugal que SA. Mas como já referi no Planeta Pop, não acredito que por cá estejamos todos certos e os britânicos, todos errados, já que por lá a crítica foi bem positiva com AWITC. Quando estive na Radar FM há uns meses atrás também foram desta opinião: a crítica portuguesa quase arrasou o 2º álbum dos Bloc Party, influenciando directamente o senso comum, enquanto lá fora foi bastante positiva. Voltando a Portugal... a opinião que a maioria das pessoas tem de AWITC, é que eu tenho de SA, na comparação directa dos dois álbuns. Não é que não goste de SA, muito pelo contrário, mas AWITC transmite um magnetismo ao qual não posso ficar indiferente. Descreve a vida na sociedade urbana actual como eu a vejo e como eu a sinto. É também mais negro e mais denso e pesado, ou seja, mais rock! Quando ouvi Flux não fiquei desapontado, mas apercebi-me de quem deu " vivas " ao novo single como o regresso dos Bloc Party ao passado. Não poderia estar mais em desacordo. Ainda na Sexta-feira passada comprei o EP e continuo a defender que os Bloc Party são uma banda rock. O 1º EP não deixa margem para dúvidas. SA revelou uns Bloc Party mais polidos e mais ao gosto dos adeptos de outras sensibilidades musicais como, por exemplo, as remisturas. Como não sou nem nunca fiz parte desta facção continuo a preferir o formato original de canção ao formato alterado da remistura. Independentemente do que vier aí, penso que não ficarei disiludido. Não desgostando de Flux, também não o coloco este single no pedestal que já muitos tentaram fazer.
1 abraço...

My_Little_Bedroom disse...

Bom...apesar da discussão ser sobre os She Wants Revenge - que com tanta discórdia perderam a urgência de uma discussão a fim de se evitarem novas "guerras mundiais", gostava de falar sobre uma das novas bandas que mais aprecio e da qual possuo orgulhosamente um T-Shirt: os Bloc Party. É verdade, os Bloc Party funcionam como uma banda de música dançável para os mainstreamers que só pegaram no 1º disco, mas também não são claramente uma banda dessa área. Com temas como "Banquet" e "Two More Years", não são também uma pura banda rock e não chegam, reforço a ideia, a impelir assim claramente à dança como uns Every Move A Picture - dá para bater o pezinho e mexer um pouco o corpo.
O próprio Kele Okereke é um grande melómano, reconhecendo-se em diversas tendências musicais, mas como alguém já julgou (previamente pelo videoclip), os Bloc Party pautam-se agora, mais do que nunca, por um diapasão em que a ironia troca as notas musicais por notas fantoches. Se nos recrutarmos à letra de "Helicopter", à crítica e à abulia de todo o "A Weekend In The City", os Bloc Party não poderiam exagerar mais na ironia quando desafiam possíveis descrições do seu estilo quer ao nível lírico, quer, principalmente, ao nível instrumental, onde chega a haver uma certa nostalgia/curiosidade por ver alguém nas teclas.

Playlist: só quem conhece mesmo os U2 sabe o marco que "Achtung Baby" foi a todos os níveis, principalmente ao nível da definição dos U2 como uma banda de reputação inegável. Não conheço a fundo os U2, mas orgulho-me de conhecer uma grande trilogia deles: "War", "Zooropa" e "Achtung Baby".

Cheers...

BV disse...

My_Little_Bedroom,
Boa análise sobre os Bloc Party! Outra coisa, também tenho uma T-shirt deles!:) Mudando agora de assunto e passando para os U2. Estão sem dúvida entre as minhas 10 banda preferidas, por isso estou à vontade para falar sobre eles. Gosto praticamente de tudo, desde Boy (que recentemente falei no meu Eléctrico 80) a Joshua Tree e de Achtung Baby a HTDAAB. Apesar de Achtung Baby ser um grande álbum, penso que o grande álbum da carreira dos U2 continua a ser The Joshua Tree (considerado um dos melhores da década de 80 e passaporte para a consagração da banda nos Estados Unidos), embora não seja o meu preferido. The Unforgettable Fire é o meu eleito porque foi o que meu deu a conhecer a banda de Bono e companhia. Tudo o que tinham feito para trás descobri à posteriori...

playlist disse...

Pois é My_Little_Bedroom, só mesmo quem conhece muito bem os U2. Mas o que é isso de conhecer bem??? Eu não sei se os conheco bem..só sei o que os amo!! Sempre os ouvi desde os meus 10anos. Não ouvia Nirvana, ouvia o Boy, não ouvia pearl jam, ouvia o maravilhoso(e que me ajudou em muitos aspectos da minha vida) The Unforgettable Fire, e também não ouvia smashing pumpkins, e ouvia Achtung Baby e Pop( outors dois discos que ajudaram a ter sensibilidade Pop). Não chorei por não ter ido ver os Pearl Jam ao restelo mas sim quando os U2 vieram com a digressão pop-mart a alvalade..tinha 12 anoas!
Será que os conheco bem...ou preciso de ter 40 anos???

Abraço.

O Astronauta disse...

Ena, a conversa por estes lados está interessante, muito interesante mesmo.
playlist, acabaste de me fazer sentir velho: tinha quase 27 anos quando vi a PopMart do U2 em Alvalade. Antes, já os tinha visto na ZooTV. Também em Alvalade (onde a única coisa que vi foi mesmo bons concertos).
abraços a todos!

playlist disse...

Fazendo melhor as contas tinha 13 a fazer 14 anos. Se te ajudar, Astonauta.Lol! A juventude não se vê pelos números;).

Mário disse...

Pois aí está, é disto que o meu povo gosta! :)))

Na minha opinião, em relação aos MEUS U2, é… não são só vocês… eu cá com os meus 21 aninhos também sou um bom fã deles, ao ponto de só ter descoberto esta paixão após o All That You Can’t Leave Behind e… sim, também deitei umas lágrimas de tristeza por eles, quando em 2001 andou por aí um boato acerca da passagem deles por cá durante Elevation Tour, na verdade, acabou por não se confirmar. Redimi-me na Vertigo Tour em dose tripla...
O conceito de fã pode mesmo ter várias interpretações e com certeza cada um o é à sua maneira.

Relativamente à ‘discussão’, apenas realçar que os U2 nunca tiveram dificuldades em inovar a sua música, nunca se questionou se o álbum seguinte seria produzido numa linha de continuação do anterior pois já sabíamos a resposta antecipadamente. A palavra trilogia, no meu ver é muito bem aplicada, os U2 viveram fases, e todas elas com a sua ponta de originalidade ou mesmo de revolução parcial, souberam absorver novos estilos musicais, novas ideias, novas correntes mas também souberam não romper com o passado…
Se ainda me permitem, o ‘Achtung Baby’ foi realmente uma afirmação e o culminar inovador de uma carreira mas eles atingem a sua verdadeira identidade como banda em palco, com magníficas actuações! O tal topo da pirâmide…

Concluindo, os ‘She wants Revenge’ mostram-se prometedores. ;))) Eu gostei e vou continuar atento ao trabalho deles.

Um abraço.